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Posts Tagged ‘desrespeito’

Não é preciso investigar ou ser especialista para perceber: Brasília tem uma das gasolinas mais caras do país. R$ 2,67 em média. Além disso, a variação do preço entre os postos é, disparada, a menor do Brasil: R$ 0,069. Ou seja, quase nada. O “segundo pior colocado”, segundo pesquisa da ANP, o Piauí, tem uma diferença máxima de 23 centavos entre os estabelecimentos. Muito acima do Distrito Federal. A média dos estados fica entre 33 e 70 centavos de diferença de um posto para o outro. O campeão é o Rio de Janeiro, onde a discrepância pode chegar aos 95 centavos.

Postos do DF ficam atrás apenas de Tocantins e Acre no ranking dos mais lucrativos. Mesmo com fatos tão contundentes, José Carlos Ulhoa, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos do DF (Sinpetro) diz não haver cartel. É tudo coincidência. O fato dos preços em Brasília serem totalmente nivelados, sem qualquer variação mínima entre eles, é “obra do acaso”. A Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público do DF não acredita na tese, e apenas critica o lucro elevado, tentando reduzir a margem da rede Gasol na justiça.

A pesquisa é feita periodicamente pela ANP, que faz o levantamento de 8.800 postos. 90 no DF.

E você, que paga a sexta gasolina mais cara do país e enfrenta o nivelamento total dos preços, o que acha?

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Brasília foi a primeira cidade a criar a lei contra o telemarketing: através de um cadastro, você bloqueia o seu número para não receber ligações indesejadas. Depois foi logo seguida por São Paulo. Inspirada numa lei estadunidense, “Do Not Call”, a medida, apesar de benéfica, traz outra questão: a constante invasão de privacidade que empresas obrigam o cidadão a passar.

Para que seu número entre no cadastro da lei, é necessário fornecer endereço, RG, CPF, data de nascimento…se bobear até tipo sanguineo, nome do pai, da mãe, etc. Prática comum. Qualquer cadastro que se faça atualmente exige esse tipo de informação. Como se fosse “qualquer coisa”. Não é. São dados extremamente sigilosos que não deveriam estar disponíveis em todo lugar. Os usuários estadunidenses não precisam dar estes dados para ter seu número bloqueado. Apenas um exemplo de respeito que inexiste no nosso país.

Mais que isto, a lei que regulamenta o serviço de call-center, dor de cabeça comum a todo brasileiro, ainda não mostra todos os resultados prometidos. Se você consegue ser atendido em menos de um minuto, não ter que passar por “n” funcionários e ficar menos de 30 minutos sendo enrolado para resolver um problema simples, és um abençoado.

A desgraça cotidiana que atendentes de call-center submetem milhões de brasileiros é o símbolo das relações de consumo totalmente invertidas neste país.

Na última vez que tentei cancelar um serviço, fiquei mais de 40 minutos no telefone, fui vítima de várias cobranças indevidas e, pasmem, a ligação caiu antes de resolver o problema por completo. Depois as pessoas se assustam quando serial-killers começam a brotar por aí…

Procon? Juízado de pequenas causas? Isso, em 100% da vezes, resulta apenas em mais aporrinhação, perda de tempo, desgaste, dinheiro desperdiçado, desrespeito, etc, etc, etc.

E a roda gira. A vida segue. Mas não esqueça de pagar suas contas. Como diz o ditado: “death and taxes”.

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